O envio de mensagens de texto é uma atividade popular no mundo, mas países pobres parecem utilizar mais o serviço do que os ricos, segundo uma pesquisa divulgada nesta quarta (21) pelo Pew Research Center.
O estudo, feito em 21 países, mostrou que o uso de SMS é a segunda atividade mais comum, depois de ligações, entre donos de celulares. Em países como Indonésia, Quênia e Líbano, as mensagens de texto são utilizadas por nove entre dez habitantes dos países.
A título de comparação, o uso de SMS nos EUA e na Alemanha é comum para seis entre dez habitantes. Apenas no Paquistão e Índia menos da metade dos habitantes afirmou usar o recurso de envio de mensagens nos celulares.
Redes sociais
No caso do acesso à internet via celular, o uso de redes sociais como o Twitter e Facebook teve em 2011 um crescimento considerável em dois países, segundo a pesquisa: Egito, em que 28% disseram usar o recurso (ante a 18% em 2010), e Rússia, que ficou com 43% (ante a 33% em 2010).
O crescimento pode estar ligado ao maior engajamento dos cidadãos dos países em protestos antigoverno, tendo em vista que as redes sociais foram amplamente utilizadas para divulgar locais e datas de manifestações.
No entanto, em nenhum dos 21 países pesquisados a internet conseguiu ultrapassar outros serviços como o mais popular nos celulares. Cerca de 25% dos entrevistados em pelo menos 15 países afirmou usar redes sociais via celular.
A porcentagem de adultos que usa redes sociais é maior em países mais ricos, observando como parâmetro a paridade do poder de compra per capita das nações. Países como Estados Unidso, Alemanha, Japão, Inglaterra, Espanha e França usam mais redes sociais que Ucrânia, México, Indonésia, Líbano e Índia.
Jovens mais conectados
Ainda de acordo com o estudo, jovens entre 18 e 29 usam mais funções em seus celulares que pessoas de faixas etárias superiores. No Japão, por exemplo, menos de 6% dos entrevistados acima de 50 anos disse usar redes sociais; nos Estados Unidos, foram 26%.
As pesquisas do Pew Research Center foram feitas com amostras entre 700 e 1.000 entrevistados por país. Participaram da pesquisa moradores da Alemanha, China, Egito, Espanha, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Inglaterra, Israel, Japão, Jordânia, Líbano, Lituânia, México, Paquistão, Polônia, Quênia, Rússia, Turquia e Ucrânia.
Fonte: UOL
